Quem namorou Eugénia Câmara?

  • Castro Alves namorou Eugénia Câmara de a . A diferença de idade foi de 9 anos, 11 meses e 5 dias.

Eugénia Câmara

Eugénia Câmara

Eugénia Infante da Câmara (Lisboa, 9 de abril de 1837 -- Rio de Janeiro, 28 de maio de 1874) foi uma actriz de teatro portuguesa, poetisa, autora e tradutora de peças teatrais.

Eugénia Câmara chegou ao Rio de Janeiro em 1859, levada pelo artista e empresário Furtado Coelho, que, em determinada época foi seu amante. Estreou na mesma cidade e no mesmo ano no Ginásio Dramático.

Em 1863 a companhia transferiu-se para a cidade de Recife e Eugênia se apresentou no Teatro Santa Isabel. Em 1866, tornou-se amante de Castro Alves. Em 1867, vive com o poeta no povoado de Barro, e em maio o casal volta para a Bahia. Em janeiro de 1868, Castro Alves e Eugénia embarcaram para o Rio de Janeiro, sendo recebidos por José de Alencar e visitados por Machado de Assis. No final de 1868, após desentendimentos, eles se separam; logo depois, Castro Alves se fere durante uma caçada, e tem o pé amputado. O último encontro dos dois foi em 31 de outubro de 1869, no Teatro Fênix Dramática.

No filme Vendaval Maravilhoso, de 1949, Eugénia Câmara foi interpretada pela atriz e fadista Amália Rodrigues.

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Castro Alves

Castro Alves

Antônio Frederico de Castro Alves (Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, 14 de março de 1847 – Salvador, 6 de julho de 1871) foi um poeta, dramaturgo e advogado brasileiro, considerado o principal representante da terceira geração do romantismo no Brasil. Ficou conhecido por seus poemas abolicionistas, que renderam-lhe a alcunha de "poeta dos escravos".

Escreveu clássicos como Espumas Flutuantes e Hinos do Equador, que o alçaram à posição de maior entre seus contemporâneos, bem como versos de poemas como "Os Escravos" e "A Cachoeira de Paulo Afonso", além da peça Gonzaga, que lhe valeram epítetos como "poeta dos escravos" e "poeta republicano" por Machado de Assis, ou descrições de ser "poeta nacional, se não mais, nacionalista, poeta social, humano e humanitário", no dizer de Joaquim Nabuco, de ser "o maior poeta brasileiro, lírico e épico", no dizer de Afrânio Peixoto, ou ainda de ser o "apóstolo andante do condoreirismo" e "um talento vulcânico, o mais arrebatado de todos os poetas brasileiros", no dizer de José Marques da Cruz. Integrou o movimento romântico, fazendo parte no país daquilo que os estudiosos chamam de "terceira geração romântica".

Começou sua produção maior aos dezesseis anos de idade, e seus versos de "Os Escravos" foram iniciados aos dezessete (1865), com ampla divulgação no país, onde eram publicados nos jornais e declamados, ajudando a formar a geração que viria a conquistar a abolição. Ao lado de Luís Gama, Nabuco, Ruy Barbosa e José do Patrocínio, destacou-se na campanha abolicionista, "em especial, a figura do grande poeta baiano Castro Alves". José de Alencar disse dele, quando ainda em vida, que "palpita em sua obra o poderoso sentimento de nacionalidade, essa alma que faz os grandes poetas, como os grandes cidadãos". Teve por maiores influências os escritores românticos Victor Hugo, Lord Byron, Lamartine, Alfred de Musset e Heinrich Heine.

O historiador Armando Souto Maior disse que o poeta, "como assinala Soares Amora, 'por um lado marca o ponto de chegada da poesia romântica, por outro já anuncia, nalguns processos poéticos, em certas imagens, nas ideias políticas e sociais, o Realismo.' Não obstante, deve ser considerado o maior poeta romântico brasileiro; sua poesia social contra a escravidão galvanizou a sensibilidade da época". Diz Manuel Bandeira que "o único e autêntico condor nesses Andes bombásticos da poesia brasileira foi Castro Alves, criança verdadeiramente sublime, cuja glória se revigora nos dias de hoje pela intenção social que pôs na sua obra". No dizer de Archimimo Ornelas, "Temos Castro Alves, o revolucionário; Castro Alves, o abolicionista; Castro Alves, o republicano; Castro Alves, o artista; Castro Alves, o paisagista da natureza americana; Castro Alves, o poeta da mocidade; Castro Alves, poeta universal; Castro Alves, o vidente; Castro Alves, o poeta nacional por excelência; enfim, em todas as manifestações humanas poderemos encontrar essa força revolucionária que foi Castro Alves" e, sobretudo, "Castro Alves como o homem que amou e foi amado".

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